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Tratamentos para ceratocone: quais são?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
15/12/2023

As opções variam conforme gravidade da doença e têm o objetivo de evitar sua progressão

O ceratocone é uma condição que faz com que a córnea — a frente clara em forma de cúpula do olho — se torne mais fina e gradualmente se projete para fora em forma de cone. Isso impede que a luz que entra no olho seja focada corretamente na retina, levando à formação de imagens distorcidas e embaçadas.

A doença se manifesta com mais frequência entre os 10 e os 25 anos, mas pode surgir em pessoas mais velhas, acima dos 40 anos. Ambos os olhos podem ser afetados — embora, geralmente, um seja mais do que o outro.

As causas exatas do ceratocone não são conhecidas, mas acredita-se que uma série de fatores pode contribuir com o seu desenvolvimento, como hereditariedade (um em cada dez portadores de ceratocone tem um parente com o transtorno); ter histórico de condições como síndrome de Down, asma e alergias; e até mesmo o ato de esfregar ou coçar os olhos com frequência.

Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos para ceratocone.

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Principais sintomas do ceratocone

Os sintomas do ceratocone costumam variar bastante de pessoa para pessoa, e muitas podem ser assintomáticas. Porém, em alguns quadros, os sinais mais comuns que indicam a presença da alteração são:

  • Perda progressiva da visão, que se torna borrada e distorcida (tanto para longe quanto para perto);
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Necessidade frequente de alterar o grau dos óculos;
  • Comprometimento da visão noturna;
  • Visão dupla (diplopia);
  • Poliopia (formação de múltiplas imagens de um mesmo objeto);
  • Formação de halos ao redor das fontes de luz.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico do ceratocone se inicia com uma análise do histórico médico e familiar do paciente, seguida do exame oftalmológico no qual é possível examinar e medir a curvatura da córnea. Outros exames também podem ser feitos para analisar com mais precisão a estrutura. Entre eles, destacam-se:

  • Topografia da córnea: diagnostica precocemente o ceratocone e acompanha sua progressão por meio de imagens computadorizadas que criam um mapa da curva da córnea.
  • Exame com lâmpada de fenda: ajuda a detectar anormalidades nas camadas externa e média da córnea.
  • Paquimetria: mede a espessura da córnea por meio de uma sonda de ultrassom. A presença de alterações pode indicar ceratocone e outras doenças oculares.

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Tratamentos para ceratocone

Existem alguns tratamentos para ceratocone que visam retardar a progressão da doença, mas não curá-la, pois se trata de uma condição degenerativa progressiva.

Os tratamentos para ceratocone variam conforme o grau da doença.

Casos leves a moderados

Em casos mais leves, o tratamento para ceratocone pode ser feito com o uso de óculos e lentes de contato. As lentes corretivas dos óculos têm a função de melhorar a visão do paciente, que deixa de enxergar as imagens distorcidas ou embaçadas.

As lentes de contato, quando usadas para tratamento para ceratocone, substituem a superfície irregular da córnea por uma regular, melhorando assim a percepção das imagens. Esse tratamento pode ser feito tanto nos casos iniciais quanto nos mais graves da doença.

Casos moderados a graves

Casos moderados a graves exigem tratamentos para ceratocone de maior complexidade, como o crosslinking e o anel intraestromal.

O crosslinking é um tratamento para ceratocone que expõe a córnea a uma combinação de radiação ultravioleta (UVA) e vitamina B2 para fortalecer as fibras colágenas da córnea, o que ajuda a aplanar ou endurecer a córnea e evitar que ela fique mais protuberante.

Já o anel intraestromal é um dispositivo pequeno, feito de material sintético, que é utilizado para regularizar a curvatura da córnea quando os óculos e as lentes de contato não produzem mais o efeito desejado.

Casos severos

Quando os sintomas são graves, o oftalmologista pode sugerir um transplante de córnea como a melhor opção de tratamento para ceratocone. Nesse procedimento, ele pode substituir toda ou parte da córnea doente por tecido corneano de um doador saudável.

A visão geralmente permanece embaçada por cerca de três a seis meses após o transplante, e o paciente deve fazer uso de medicações para evitar rejeição.

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Fontes:

American Academy of Ophthalmology

Mayo Clinic

Ministério da Saúde

Johns Hopkins Medicine