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Pterígio
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Doença ocular é provocada, em geral, pelo excesso de exposição a raios ultravioletas. Saiba mais.

 O excesso de exposição solar pode provocar alguns danos à saúde ocular, trazendo o desenvolvimento de doenças que, quando não tratadas, podem se agravar e comprometer seriamente a visão e a qualidade de vida. Uma delas é o pterígio. Abaixo, conheceremos mais sobre a doença.

O que é pterígio?

O pterígio é uma condição ocular na qual uma membrana fina, transparente e em forma de triângulo cresce na superfície do olho, geralmente da parte branca do tecido (esclera) em direção à córnea. Esse crescimento pode causar irritação, vermelhidão, coceira, ardor, visão turva e sensação de corpo estranho nos olhos.

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Quais são as causas?

As causas do pterígio ainda não são totalmente compreendidas pela ciência, mas acredita-se que estejam relacionadas com a exposição crônica à radiação ultravioleta (UV) do sol e outras irritações ambientais, como vento, poeira e fumaça.

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver pterígio, incluindo:

  • Exposição prolongada ao sol, especialmente em áreas tropicais e subtropicais;
  • Exposição prolongada ao ar livre ou a ambientes com muito vento ou poeira;
  • Idade avançada;
  • Sexo masculino;
  • Histórico familiar de pterígio;
  • Uso de lentes de contato inadequadas ou não higienizadas;
  • Algumas patologias crônicas, como artrite reumatoide e doença de Crohn.

Sintomas

Os sintomas do pterígio podem variar de pessoa para pessoa, mas é importante estar atento ao seu surgimento. Dentre eles, podemos citar:

  • Uma membrana fina, transparente e em forma de triângulo que cresce na superfície do olho, da parte branca da região em direção à córnea;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Sensação de ardor ou coceira nos olhos;
  • Sensação de corpo estranho no olho afetado;
  • Irritação ocular;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Olhos secos e irritados.

É importante destacar que esses sintomas são característicos também de outras doenças oculares. Portanto, é fundamental a busca por um médico oftalmológico para melhor avaliação e correto diagnóstico.

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Diagnóstico

O diagnóstico precoce do pterígio é importante para evitar a progressão da condição e suas complicações. O oftalmologista irá examinar os olhos do paciente e poderá realizar um exame com lâmpada de fenda para avaliar a aparência do pterígio e verificar se a córnea foi afetada.

Além disso, o médico irá perguntar sobre os sintomas, o histórico médico e o estilo de vida do paciente para determinar se há fatores de risco que possam ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Outros exames podem ser realizados para determinar se a visão foi afetada pelo pterígio, como o teste de acuidade visual, que mede a nitidez da visão, ou a topografia de córnea, que avalia a curvatura da córnea.

Se o pterígio não estiver afetando a visão ou causando desconforto significativo, o oftalmologista pode recomendar o monitoramento regular da condição, para detectar qualquer mudança. No entanto, se o problema ocular estiver afetando a visão ou causando desconforto significativo, o oftalmologista pode recomendar um tratamento mais completo, sobre o qual falaremos a seguir.

Tratamento

O tratamento oftalmológico dessa enfermidade pode variar de acordo com as necessidades de cada paciente e com a gravidade da doença. Em geral, o médico pode indicar medicamentos tópicos, como colírios e pomadas, para reduzir a inflamação e o desconforto associados ao pterígio.

É também possível que o tratamento inclua a aplicação de compressas frias ou quentes na região do olho afetado, de modo a aliviar os sintomas, como coceira, ardor e vermelhidão.

Pacientes com esse problema ocular ainda podem recorrer a óculos de sol, de modo a proteger a região afetada da exposição excessiva aos raios ultravioletas, que podem agravar a doença. Um par de óculos de sol com proteção UV, por exemplo, é uma maneira eficiente de prevenir essa exposição nociva.

Em quadros mais graves da patologia, quando o pterígio está afetando a visão ou trazendo um desconforto realmente crítico, é possível que a cirurgia seja necessária. Realiza-se a remoção completa do pterígio com transplante conjuntival ou autoenxerto.

A remoção completa com transplante conjuntival envolve a retirada total do pterígio e a colocação de um enxerto de tecido saudável da conjuntiva, que é a membrana transparente que cobre a superfície branca do olho. O enxerto é colocado sobre o local onde a protuberância foi removida para ajudar a prevenir a recorrência.

É possível prevenir o pterígio?

Embora não haja uma forma garantida de prevenir o pterígio, há medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco do desenvolvimento dessa condição. Algumas medidas preventivas incluem a proteção dos olhos com óculos de sol, evitando a ação nociva dos raios ultravioletas.

Também é recomendado que se mantenha os olhos hidratados, uma vez que a secura ocular é fator de risco para o surgimento desse quadro. Opte por colírios que ajudem a prevenir essa condição.

Evitar irritantes oculares, tal qual a exposição a substâncias como poeira, fumaça e vento, também pode diminuir o risco de desenvolver pterígio.

Por fim, é necessário também seguir sempre uma alimentação nutritiva e balanceada, uma vez que as vitaminas C e E, por exemplo, costumam ser benéficas para a saúde dos olhos. Tais nutrientes são encontrados facilmente em alguns alimentos, como amêndoas, avelãs, abacate, brócolis, espinafre e sementes de girassol (vitamina E), além de laranja, morango, melão, kiwi, manga e abacaxi (vitamina C).

Para saber mais sobre o pterígio, agende agora a sua avaliação com a equipe de especialistas do CEMO.

 

Fonte:

Sociedade Brasileira de Oftalmologia