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Hipermetropia
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Erro refrativo é caracterizado pela formação da imagem após a retina, que faz com que objetos perto do observador se tornem desfocados

A hipermetropia é um distúrbio visual caracterizado pela dificuldade de enxergar objetos de perto. A condição é qualificada como um dos erros refrativos, ou seja, ocorre por alterações na formação da imagem sobre a retina, membrana sensível que transforma as imagens em estímulos elétricos.

No caso da hipermetropia, a imagem se forma depois da retina, o que causa a alteração na focalização dos objetos perto da pessoa. Estima-se que aproximadamente 1 em cada 3 pessoas possa ter o problema em maior ou menor grau. O tratamento pode envolver uso de lentes corretivas ou cirurgia refrativa.

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Tipos de hipermetropia

A hipermetropia pode ser classificada em dois tipos, dependendo da forma como o erro refrativo se estabelece no globo ocular. Entenda-os a seguir.

Hipermetropia axial

Hipermetropia axial é o nome dado à condição quando causada pelo encurtamento do globo ocular, o que, consequentemente, impede que a imagem tenha espaço suficiente para se formar sobre a retina. Geralmente, esse tipo de alteração é congênito, fazendo com que a doença se desenvolva desde a primeira infância.

Hipermetropia refrativa

Quando a hipermetropia é refrativa, o globo ocular tem dimensões normais. Contudo, alterações no formato, tamanho e capacidade de refração de algumas estruturas do olho (córnea e cristalino) fazem com que a luz não seja direcionada corretamente sobre a retina, causando o mesmo efeito de formação da imagem após a membrana.

Causas da hipermetropia

Como mencionado anteriormente, as causas da hipermetropia estão associadas a alterações nas dimensões do globo ocular ou das estruturas responsáveis pela refração da luz sobre a retina. Essas condições são, muitas vezes, congênitas, isto é, quando a criança nasce com alterações no globo ocular, na córnea ou no cristalino que favorecem o desenvolvimento da doença.

Um dos fatores que favorecem as alterações nos olhos é a hereditariedade. Por isso, assim como em outros erros refrativos, é comum que vários indivíduos de uma mesma família tenham hipermetropia.

Alguns fatores podem ser considerados igualmente de risco para o desenvolvimento da hipermetropia, como a presença de doenças crônicas, tumores e outras doenças oculares, estrabismo e malformações maculares.

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Sintomas

O principal sinal da hipermetropia é a visão embaçada e desfocada de objetos próximos ao observador, em contraste com a visão nítida do que está mais longe. Isso, de forma simplificada, é o oposto do que ocorre na miopia.

No entanto, por causa do esforço visual necessário na tentativa de corrigir o problema, é comum que outros sintomas se desenvolvam, tais como:

  • Fadiga ocular (vista cansada);
  • Dor nos olhos e vermelhidão;
  • Dores de cabeça;
  • Lacrimejamento;
  • Dificuldade de atenção, de leitura e de concentração.

Além desses sintomas, pode ocorrer uma condição — principalmente em crianças pequenas com hipermetropia — chamada estrabismo convergente. Caracterizada pelo desvio dos olhos para dentro, é uma estratégia comumente adotada pelo próprio organismo para corrigir o grau do erro refrativo.

Diagnóstico

O diagnóstico da hipermetropia é feito em consultório médico por um oftalmologista, que, após ouvir as queixas do paciente e suspeitar do problema, realiza alguns testes para confirmar a presença da condição e determinar o grau dela.

Além de testar a acuidade visual do paciente para entender as distâncias em que sua visão parece ser mais nítida, o médico realiza também um exame de refração, no qual são testados vários tipos de lente para encontrar a que ajusta o grau de hipermetropia do paciente. Outros exames podem ser realizados para complementar o diagnóstico, se houver necessidade.

Esses testes, além de diagnosticarem a doença, devem ser repetidos periodicamente para avaliar sua evolução. Além disso, eles também são capazes de detectar doenças que podem ocorrer de forma concomitante, como o astigmatismo.

Ao contrário da miopia, a hipermetropia tende a ser diagnosticada ainda na infância e ter seu grau diminuído com o passar dos anos e o desenvolvimento dos olhos. No entanto, essa situação não é uma regra, e a evolução da doença depende de cada caso.

Tratamentos

A maioria dos casos de hipermetropia, mesmo aqueles diagnosticados na infância, pode ser tratada com o uso de óculos. Eles são fabricados de acordo com a prescrição do médico oftalmologista. Nessa prescrição é indicada a presença da doença por meio do grau esférico positivo, que pode ser diferente em cada olho. No entanto, alguns casos de hipermetropia não necessitam de recomendação do uso de óculos, principalmente os de grau menor e em crianças pequenas. Uma vez que a doença tende a regredir com o crescimento, algumas crianças diagnosticadas com a condição podem não precisar mais usar óculos na idade adulta. Já a maioria dos adultos hipermétropes tende a necessitar da correção por toda a vida.

Adultos com hipermetropia também podem optar pelo uso de lentes de contato, que podem ser rígidas ou gelatinosas, de acordo com o grau da doença e outras características individuais do paciente. No entanto, é importante ter atenção aos cuidados específicos de uso das lentes de contato em relação ao armazenamento, higiene e substituição delas.

Assim como outros erros refrativos, a hipermetropia deve ser acompanhada periodicamente pelo médico oftalmologista. Isso possibilita que óculos e lentes de contato sejam substituídos por outros de graus mais adequados com o passar do tempo, além de detectar a estabilização do grau, que pode viabilizar o tratamento cirúrgico.

A cirurgia refrativa pode ser recomendada a pessoas com mais de 21 anos com até 5 graus de hipermetropia. Nela é feito o ajuste do formato da córnea por meio de feixes de laser. Assim, a imagem passa a se formar sobre a retina da forma mais adequada possível, quase sempre dispensando o uso de qualquer tipo de lente corretora. O procedimento costuma ser seguro, e as complicações são raras.

Saiba mais sobre as possibilidades de tratamento para a hipermetropia e outras doenças oculares. Entre em contato com os especialistas do Centro Médico Oftalmológico (CEMO) e agende uma consulta!

 

Fontes:

Revista Brasileira de Oftalmologia

Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica

Ministério da Saúde